Um dia tudo acaba. Um dia tudo mudará, tudo se transformará, tudo deixará de ser igual. Um dia as pessoas entenderão o que realmente fazem, tudo se curará, tudo passará a ser como realmente queremos, um dia nada será igual ao que era anteriormente. Um dia, um dia, um dia… Para quê tantos planos? Sinceramente, já não sei se algum destes dias vai chegar se é que o destino o planeou para nós, talvez chegue mesmo, mas nesse momento talvez o meu corpo esteja cansado, talvez a minha mente já não queira mais nada para além de entrar num profundo sonho sem fim. Não sei, o amanhã é incerto demais para fazermos previsões, para fazermos planos. Mas sabes? Já nada disto tem importância, quando o presente está no ponto em que está, tudo deixa de ter importância e a única coisa real, a única coisa que existe é a nossa dor e o nosso sofrimento e tudo o resto deixa de existir, tudo o resto deixa de se estar presente, pois quando o presente é assim, cruel e frio, quando as pessoas que julgávamos conhecer se revelam o que realmente são, tudo deixa de fazer sentido, a mente tolda-se e não nos permite continuar. Se ficamos assim com uma pessoa, como ficaremos com duas, três, quatro? Honestamente, não tenho resposta mas pronto, é assim a vida, é assim que tudo funciona e nós só temos de, pelo menos, tentar entender. Desejar o impossível? Todos desejamos, mas que é isso de impossível? Que significa essa palavra que tanta vez oiço? Nada é impossível, desde que lutemos por isso, desde que realmente desejemos, podemos alcançar todo e qualquer objectivo. Se custa? Sim custa, passamos por muito até termos o que realmente queremos mas é nesse caminho que aprendemos a dar valor que o nosso objectivo realmente merece, é ao lutar que entendemos o quanto precisamos disso, é assim que aprendemos a cair, a levantar e a lutar.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Haverá um dia (...)
Haverá um dia em que nada será certo, um dia em que tudo passará a ser incerto, em que as certezas serão escassas, em que tudo mudará, em que nada será igual, em que o nosso mundo deixará de brilhar, em que o nosso sol esconder-se-á debaixo de um manto de nuvens. Haverá um dia em que tudo irá partir para dar lugar a uma grande incerteza, um dia em que já não haverá esperanças, um dia em que iremos entender que já não vale de nada lutar, chegará um dia em que a força acabará, um dia em que já nada importará pois a dor sobrepor-se-á a todo e qualquer facto, em que o sofrimento consumirá qualquer réstia de felicidade que habita em nós. E nesse dia iremos assumir os erros que deixámos escapar no passado, iremos dar valor àqueles que perdemos, iremos dar significado ao que tivemos e não aproveitámos. Mas a verdade é que esse dia está longe, a verdade é que ainda teremos muito que percorrer antes que ele chegue, ainda existe muito ar para nos entrar nos pulmões, ainda temos muitas quedas para dar, muitas gargalhadas para soltar, muitas parvoíces para fazer, muita coisa para viver antes de chegarmos a esse dia. Sim, custa, dói, sofremos, sentimos vontade de fugir, de desaparecer, mas não podemos fazer isso, temos de ser fortes, temos de conseguir ultrapassar as grandes ‘rochas’ que se põe no nosso caminho e nunca, mas nunca, baixar os braços. Existir é fácil, mas só os lutadores vivem realmente, só eles conseguem alcançar o posto chamado ‘vida’. E sabes porquê? Porque são eles, os lutadores, que lutam pela felicidade, são eles que lutam pela liberdade de poder voar pelos maiores céus ou nadar nas mais profundas águas, são eles que fazem com que valha a pena o sangue correr-nos nas veias, são eles que dão um novo significado à palavra ‘vida’. São eles que fazem com que andar neste mundo passe a ser a coisa mais bela que existe, são eles que fazem com que enfrentar o dia-a-dia se torne mais fácil, são eles, esses lutadores caminhando mundo fora, que têm capacidade de explorar todos os cantos do mundo, do ‘nosso’ mundo. E agora, diz-me, denominas-te lutador? Lutas pela tua felicidade, como nunca antes lutaste? Enfrentas os diversos obstáculos que existem no teu caminho com a cabeça erguida? Se sim, então parabéns. Se não, então vais a tempo de o fazer, pois somos jovens, ainda vamos aprender imenso, ainda vamos crescer, mudar. Por mais que digamos, somos novos, temos uma vida pela frente e um caminho para percorrer.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Escrever (...)
Mais uma vez venho fazer o que tanta vez já fiz no passado: desabafar, ser ouvida pelas palavras que ao longo do tempo vão formando a minha vida, a minha história. Mais uma vez venho em busca daquele conforto que me é transmitido dia-a-dia pelas letras, quando as faço formar as mais diversas palavras. Pergunto-me se algum dia me irei fartar disto, de escrever como se não houvesse amanhã? Provavelmente não, sinto-me demasiado dependente destes pequenos mas preciosos momentos. Escrever não é o que muitos julgam ser, escrever não é só “teclar”, mas sim formar uma história, uma história daquilo que somos e daquilo que acreditamos, daquilo que sentimentos e vivemos dentro de nós e no mundo que está lá fora, lá fora do meu quarto, lá fora da minha casa, lá fora deste pais, por essa estrada fora que nos conduz a mais cidades, a mais vilas, a mais aldeias. Escrever já não é um simples hobby, mas sim um vício, na qual estou presa sem saída possível. Passo o dia a pensar no que escrever quando tiver oportunidade, ponho o cérebro a trabalhar furiosamente para encontrar o necessário à compreensão dos meus sentimentos para que consiga transpor o que me vai na mente e na alma no papel, numa folha vazia, em branco, à espera que me decida por onde começar, à espera que inicie mais um de muitos outros textos que tenho arquivados, mais um de muitos conjuntos de palavras, frases que transportam a minha dor, o meu sofrimento conseguindo deste modo diminuir um pouco o que sinto em mim, fazendo com que deste modo, fique um pouco mais aliviada perante o que me corre no meu ser. Escrever é a arte de desenhar com as letras, pois é isso que escrever se trata, nada mais que desenhar com letras e pontuações. Uns transmitem os seus pensamentos, os seus sentimentos, as suas emoções para um jogo, para um desporto, para um objecto, mas eu não. Nada disso me alivia tanto como escrever, como juntar letra após letra, palavra após palavra, frase após frase, para depois, no final desta construção, deste desenho, ler tudo do inicio ao fim, para depois rever o que fui criando e, quando acho necessário, acrescentando um ou outro parágrafo, ou tirando uma ou outra palavra, emendando erros das escrita, ou mesmo sem o alterando, deixando tudo tal e qual como foi feito, tal e qual como foi construído. É assim que faço nos dias em que nada faço, nos dias em que não há disposição para sair, para falar, só para sentir e escrever (…)
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